Assim como nos anos anteriores, o 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, foi marcado como uma data importante e fundamental de luta, historicamente construída para reafirmar a solidariedade de classe e o internacionalismo proletário. 

No Brasil, o sábado foi de mobilização contra as políticas genocidas de Bolsonaro-Mourão que tem investido em um projeto deliberado de morte, de desmonte do Estado brasileiro, e exclusão dos direitos sociais duramente conquistados na Constituição de 1988 pelos  Trabalhadores.

Entre as mobilizações nas redes e nas ruas, brasileiros e brasileiras ecoaram seus gritos de luta para defender a vida, o emprego, a democracia, e para praticar a solidariedade, com distribuição de cestas básicas e arrecadação online para ajudar quem tem fome.

A vacina para todos e todas, bem como a renda emergencial de R$600,00 também foi uma pauta constante nas mobilizações pelo Brasil afora neste dia de luta da classe trabalhadora. Outra pauta constante nos atos, fortemente criticada pelo seu status de destruição dos serviços públicos, foi a PEC 32, que implementa a chamada Reforma Administrativa de Bolsonaro.

O dia teve uma centralidade importante para a conjuntura política e atual que, além dos impactos sociais e econômicos provocados pela Pandemia de Covid-19, sofre diariamente na mão de um governo que afeta a população brasileira em detrimento dos empresários. Mais do que nunca, as mobilizações evidenciam a necessidade de terminar com o governo Bolsonaro o quanto antes e garantir trabalho, renda, vacina e educação para todos e todas.

MOBILIZAÇÕES EM MATO GROSSO

Atendendo um chamado do Sindicato Nacional (ANDES-SN), a Associação dos Docentes da Unemat (ADUNEMAT), em parcerias com outras entidades e sindicatos, se mobilizou em atos simbólicos em várias cidades do Estado.

Por meio de atos, como a carreata e o carro de som, o Sindicato dos docentes da Unemat expôs, mais uma vez, a necessidade de combater o governo Bolsonaro, exigindo o fim de um dos desmontes, da precarização, e dos ataques frequentes à categoria dos docentes. 

A Reforma Administrativa também foi pauta das mobilizações da  categoria, onde os debates têm sido frequentes, bem como as ações nas redes sociais, por meio de cards, vídeos e textos. Para o sindicato,  é fundamental a luta contra mais uma Reforma em curso, desta vez, colocando em risco os serviços públicos, gratuitos e básicos para a população. 

Em Cáceres, os trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas em carreata. Saindo da Praça da Cavalhada, percorrem a cidade na manhã de sábado. A carreata ressaltou  a importância da união e da participação dos membros dos Sindicatos e Movimentos sociais nas ações conjuntas como forma de avançar e mostrar a força coletiva contra o atual governo da destruição e da precarização.

Carreata marca o Dia de Luta dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Cáceres – MT.

Em Sinop, Barra do Bugres e Alta Floresta carros de som rodaram as principais áreas do centro das três cidades durante a sexta-feira e sábado, saudando trabalhadores e trabalhadoras e chamando para a luta contra a destruição do Estado Brasileiro, preconizado pela Reforma Administrativa. Em Sinop, a mobilização se estenderá até a próxima semana, quando serão inaugurados oito outdoors  em pontos estratégicos da cidade com reivindicações pela vida, vacina, renda e fim do governo Bolsonaro.

Carro de som percorre ruas e avenidas de Sinop – MT.

Carro de som percorre ruas e avenidas de Barra do Bugres – MT.

Vale reforçar que este ano de 2021, estar nas ruas e nas redes tem um peso decisivo na vida de milhares de brasileiros e brasileiras que seguem desolados e desamparados pelo Estado com a destruição das políticas públicas em curso, pelo desemprego que atinge mais de 14 milhões de pessoas, além da falta de uma política de vacinação séria e realmente comprometido com a população.