No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Mais que uma data para receber flores, trata-se de um dia tradicional para fazer atos, marchas, debates, greves e paralisações em nome de diversos direitos das mulheres e lutas que ainda precisam ser conquistadas: liberdade de escolha, direitos trabalhistas, poder sobre seu corpo, empoderamento, luta contra o fascismo, o machismo, contra a lesbobitransfobia, direito de ir e vir, fim do feminicídio, dentre outros. As pautas são diversas e cada vez mais latentes.

Longe de caminharmos para a igualdade, vemos um aumento entre a diferença de carga de trabalho das mulheres em relação aos homens nos últimos 10 anos, acumulando uma diferença de quase 8 horas a mais. Além disso, continuamos a ganhar quase 30% a menos e somos a maioria entre os desempregados. A violência contra a mulher cresce no mundo inteiro atingindo níveis epidêmicos. Casos de mortes bárbaras como de Marielle, Dandara, mulher trans, Claúdia da Silva, mulher negra da periferia, Luana, mulher lésbica,  se repetem diariamente. O racismo, a opressão masculino de não permitir que possamos ter a escolha de fazer ou não um aborto seguro, também são pautas recorrentes e urgentes para vencermos.

Não nos faltam motivos para ir às ruas neste 8 de março. Trata-se de mais um ano com um aumento alarmante dos ataques aos direitos das mulheres, sobretudo, a maior audiência de discursos conservadores contra a igualdade. 

Contagiado pelos levantes das mulheres contra a violência na América Latina, simbolizado pelo movimento Ni Una a Menos, após a morte cruel da jovem Lucia Perez, as greves na Islândia e da Polônia pela defesa do direito ao aborto legal, a marcha de mulheres contra Trump, maior manifestação ocorrida nos Estados Unidos em décadas e os atos pela vida das mulheres no Brasil conseguimos demonstrar a importância de construir uma resistência em um cenário difícil.

O chamado para o Dia Internacional de Luta das Mulheres é Universal e cada dia mais importante. É neste contexto que assumimos aqui a difícil tarefa de eleger 12 motivos (porque eles não nos faltam – nenhum menos prioritário que o outro) para nós TODXS não deixarmos de ir às ruas no 8M. Ainda está com dúvida? Então vamos lá:

#01 – Pela vida de todas e todes
Basta de violência contra a mulher. Basta de feminicídio. Somos o 5º país que mais mata mulheres no mundo. Temos o direito de viver sem nenhum tipo de violência.

#02 – Pela democracia
Contra os ataques da aliança neoliberal e conservadora. Golpe nunca mais!

#03 – Fim do assédio
Contra o assédio de todas as formas que sofremos diariamente pelo machismo patriarcal. Por uma vida que valha a pena ser vivida.

#04 – Resistimos à extrema-direita
Marchamos por uma vida sem conservadorismo e autoritarismo. Lugar de mulher é onde ela quiser.

#05 – Contra a retirada de direitos
Queremos o fim dos retrocessos. Pelo fim da retirada de direitos sociais promovida pelo governo Bolsonaro que afeta diretamente as mulheres.

#06 – Pela educação
Todas, todes e todos têm o direito à educação pública, gratuita, laica e de qualidade. Especialmente as mulheres.

#07 – Pela igualdade
Contra o poder das empresas transnacionais que exploram nosso trabalho e vendem a natureza. Nosso trabalho sustenta a economia. Somos capazes. Trabalhos iguais, salários iguais. 

#08 – Pela autonomia de nossas vidas e nossos corpos
Pelo  aborto legal e seguro para todas que querem e precisam. Resistimos à imposição  da maternidade como único destino e ao controle patriarcal dos nossos corpos.

#09 – Por uma comunicação popular e feminista
Nossa voz precisa ser ouvida em todos os lugares. Enfrentamos o controle, a manipulação  e a vigilância do capital e suas corporações.

#10 – Pela liberdade e autodeterminação dos povos
Denunciamos as ferramentos do terror, da violação e do assassinatos sistemáticos dos povos e de lutadoras e lutadores sociais.

#11 – Contra o racismo
As mulheres negras e indígenas de todo o mundo tem o direito de viver em paz.

#12 – Agroecologia é vida! Agronegócio é morte!
Resistimos ao latifúndio e aos agrotóxicos. Marchamos por soberania alimentar e direito à terra.