A ADUNEMAT REPUDIA A CRUELDADE DO GOVERNO MAURO MENDES QUE DEIXA MILHARES DE FAMÍLIAS DESEMPARADAS EM PLENA PANDEMIA

Quando esperamos uma tragédia e governos pelo mundo afora destinam bilhões, trilhões de dólares para salvarem as vidas das pessoas e, enquanto o Congresso Nacional, a despeito da irresponsabilidade do Governo Bolsonaro e, da aprovação de mais de um trilhão aos bancos, destina  a renda emergencial para amparar as pessoas em situação de vulnerabilidade: o Governo Mauro Mendes condena milhares de vidas, suspende os contratos de professoras e professores interinos e, num momento de paralisia da economia, não é nada menos que negar o direito à vida a  parte de quem trabalha na educação.

Não é novidade que o empresário-governador Mauro Mendes seja insensível à condição da classe trabalhadora. Do alto de sua riqueza, construída às custas de muita isenção fiscal, à sombra da mão nem tão invisível do Estado, ele simplesmente não vê e não entende o sacrifício diário das vidas de quem precisa de salários para sobreviver.

Noticiou-se fartamente sobre o sócio do Grupo Bipar, que congrega a Bipar Energia S.A, Bipar Investimentos e Participações S.A, Mavi Engenharia e Construções Ltda e Bimetal Indústria Metalúrgica Ltda, entrou com pedido de recuperação judicial em 2015 e teve o plano aprovado por credores no ano seguinte. A recuperação deve ser concluída em 10 anos, ou seja, deve prosseguir até 2026 para quitar as dívidas com todos os credores. O Governador e os empresários envolvidos continuam muito ricos, mas quase mil trabalhadores, além de perderem seus empregos, tiveram seus direitos remuneratórios parcelados em 12 vezes depois de muita luta.

Como candidato a Governador, prometeu respeitar os servidores públicos, valorizar os serviços públicos. Como Governante, a primeira medida que tomou foi suspender o pagamento do 13º, atrasar e parcelar os salários e, congelar a RGA que, na prática, por manobras que fez na metodologia de cálculo das Receitas Correntes Líquidas, inviabilizou a RGA ao bel prazer de sua manipulação dos dados oficiais, agora guardados a sete chaves exclusivamente pela Secretaria de Fazenda.

Não bastasse isso, o Governador Mauro Mendes deflagrou uma campanha de difamação dos servidores públicos, como estratégia de criar cortina de fumaça, utilizando situações pontuais e episódicas de altos salários do Poder Executivo levando a opinião pública a legitimar a barbaridade que o governo  fazia contra o interesse público:  no desmonte da saúde, da educação e, na canalização cada vez maior de recursos públicos para os bolsos de grandes empresários, através de bilionárias isenções.  

Na greve da educação básica, quando a categoria reivindicava o direito conquistado e estabelecido na Lei 530/2013, o Governador Mauro Mendes atuou de forma draconiana para esmagar o movimento legítimo de uma categoria que tem os menores salários do estado. Foram 70 dias de violência institucional, de corte de salários dos grevistas e, de incapacidade do governo dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras da educação.

Neste momento, Mauro Mendes segue com coerência o seu perfil de imperador escravocrata, cortando salários de professores que somente não estão em sala de aula porque existe uma pandemia que põe em risco a vida de toda a população do estado. Suspende contratos e, deixa a míngua professores e professoras que já são vilipendiados por contratos precários em virtude da falta de compromisso dos governos para provimento de todas as vagas existentes por concurso público.  E, se não bastasse, tem a desfaçatez de responsabilizar o sindicato pela suspensão dos contratos e,  imputar à sua decisão covarde, uma vingança contra a aqueles que resistem à destruição da educação e, portanto, fizeram greve.  Em contrapartida, mantém intacto mais 7 bilhões de reais em renúncias fiscais aos empresários já bilionários de Mato Grosso.

Esse Governo nos impõe questionar a razão de ser do Estado e para que servem os governos? À revelia das leis, dos princípios éticos que orientam a Constituição; o Governo de Mato Grosso é reprodução do Governo Bolsonaro. Tanto um quanto outro sequer pode ser chamado de liberal, uma vez que despejam sobre as caras dos mais ricos as enormes tetas do Estado para que suguem à vontade de suas ganâncias  e, aos mais pobres; resta a indignação por um governo que não honrou os votos que recebeu, a maioria de trabalhadores e trabalhadoras e, agora, condena à miséria milhares de professores e suas famílias com a suspensão de contratos e, consequentemente, de salários.

A direção da ADUNEMAT se sente na obrigação de denunciar a apropriação privada do Estado e dos cofres públicos para manter os privilégios da absoluta maioria mais rica e, a destruição da vida dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Toda nossa solidariedade às professoras e professores interinos da educação básica que amargam mais essa truculência do Governo Mauro Mendes.  

                                                                                                                                         

                                                                                                                      Diretoria da ADUNEMAT
Cuiabá, 07 de abril de 2020.