A Associação dos Docentes da Unemat (ADUNEMAT) protocolou na tarde de ontem (18) uma petição solicitando da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp) a apuração e punição dos envolvidos na violência física e moral sofrida pela professora da Unemat Lisanil C. Patrocínio, no último domingo (13), quando participava de um evento social na igreja católica do município de Campos de Júlio (a 553 km de Cuiabá).

O ato, que estava marcado para às 15 horas, teve início do lado de fora da Sesp com os portões fechados para os manifestantes. Após a liberação do portão, uma reunião com representantes da Secretaria de Segurança Pública do Estado foi realizada com um núcleo de manifestantes para oficializar a denúncia e o pedido de investigação. Participaram da reunião a presidente da Adunemat, Edna Sampaio, Aldi Nestor, atual presidente da Adufmat e Lígia Viana, representante do movimento de mulheres de Mato Grosso. Também esteve na reunião a irmã da professora Lisanil, Lisanete Patrocínio. 

Durante a reunião, a presidente da Associação dos Docentes da Unemat (ADUNEMAT), Edna Sampaio, defendeu a importância de se abrir uma investigação para punir os envolvidos aos ataques físicos e morais sofridos por Lisanil.”Pedimos que a Secretaria de Segurança Pública do Estado tome providências exemplares para conter o abuso de autoridade e a violência contra as pessoas, especialmente contra os professores”. Segundo ela, o combate à violência é urgente, tendo em vista que este é o terceiro caso dentro da universidade que envolve constrangimento e violência contra professores.

Para Aldi Nestor, presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT) a força utilizada pelos policiais para “conter” Lisanil foi desproporcional, tendo em vista que ela não oferecia qualquer risco. 

Durante a reunião o núcleo foi enfático em exigir o comprometimento da Secretaria na apuração, investigação e punição dos envolvidos. “Não podemos ser punidos e punidas com a violência desproporcional de quem está no estado para preservar a segurança das pessoas, a menos que assumamos que nós não vivemos mais em um estado democrático de direito”, enfatizou Edna.

                                     

Após a reunião o documento de solicitação de investigação foi protocolado pela professora da Unemat e representante da Adunemat, Leonice Rodrigues, juntamente com a petição assinada por diversos movimento sociais e sindicais, onde constava a importância e apoio à investigação.

                                                                     

ADUNEMAT

 

O ato seguiu no saguão da secretaria com falas de representantes de movimentos sindicais e sociais em defesa de Lisanil, em defesa da liberdade de expressão , contra o machismo e o fascismo naturalizado pelo Estado. Girlene Ramos enfatizou a truculência com que Lisanil foi abordada.

 

Para finalizar o ato, que foi marcado por determinação e consciência de que é preciso parar a hostilização e opressão, foi realizado um grande abraço e aperto de mãos na saída do prédio, evidenciando a continuidade da luta como um grande instrumento de união e força na defesa das liberdades e da individualidade de todos e todas.

Manifestações de apoio

Após vir à tona a violência sofrida pela professora no último domingo (13), Lisanil recebeu centenas de declarações e notas de apoio e solidariedade. Entre elas, instituições, sindicatos, movimentos, estudantes, professores e amigos.

Reunimos algumas notas para evidenciar que, mesmo com tanta hostilidade dos que violentaram a professora, somos muitos e muitas no combate à violência, opressão, machismo e preconceito. Ainda somos muitos na luta diário pelos direitos e respeito às especificidades, sejam elas quais forem.

Coletivo Ana Montenegro

ADUFMAT

MST MT - Consulta Popular MT - Levante Popular MT (1)
Partido dos trabalhadores MT
União Estadual dos Estudantes MT
Regional Pantanal - ANDES
Secretaria Estadual de Mulheres do PT-MT