A Associação dos Docentes da Unemat (ADUNEMAT), por meio de sua Subseção de Sinop, promoverá na próxima sexta-feira (05/03) uma live especial em celebração e reflexão ao Dia Internacional de Luta das Mulheres, celebrado anualmente no dia 8 de março.

A live, que terá como título “Dia Internacional de Luta das Mulheres: + Igualdade + Direitos – Violência”, é promovida pela ADUNEMAT em parceria com o Coletivo Sinop Para Elas, e conta com o apoio da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT), a Escola Técnica Estadual de Sinop e o Sindicato Nacional, Andes-SN.

Segundo a representante da Adunemat Subseção de Sinop, professora Thielide Troian, é fundamental colocar em evidência a discussão sobre a igualdade, os direitos e, sobretudo, o fim da violência contra a mulher. Segundo ela, esta é uma pauta constante do Sindicato, que reforça diariamente a importância da mobilização e da luta pela igualdade, para além do 8 de março.

Aos interessados, a live terá início às 19h30 (horário de Mato Grosso), com transmissão ao vivo no canal oficial da ADUNEMAT, no Youtube (www.youtube.com/adunemat). Participam do debate as seguintes convidadas: Thiélide Troian, Pacha Ana, Rosineide Cristina Freitas, Adriana Sales, Amaire Kaiabi e a Professora Graciele.

 

O Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher é uma data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1975, fruto de diversas lutas das mulheres em todo o mundo. No Brasil, essas lutas resultaram em conquistas importantes, como o direito a cursar a universidade (1879), o direito de votar e ser votada (1932) e a criação das leis Maria da Penha (2006) e do Feminicídio (2015).

Na categoria da educação, a organização das trabalhadoras já garantiu importantes conquistas para as mulheres. Entre elas, a licença maternidade de 180 dias, campanhas contra o assédio sexual no trabalho, a realização do Censo da Diversidade para promover a igualdade de oportunidades. Além das pautas de superação da violência e da ampliação das liberdades individuais, a defesa da democracia e de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de opressões e exploração sempre foram questões centrais na luta das mulheres.

Lei Maria da Penha tipifica tipos de violência

De acordo com a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), violência contra a mulher é “qualquer conduta – ação ou omissão – de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial”. A violência pode ocorrer tanto em espaços privados quanto públicos.

Além da violência doméstica, a Lei Maria da Penha tipifica outros tipos de violências contra a mulher. Confira abaixo.

Violência de gênero – violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.

Violência doméstica – quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.

Violência familiar – violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).

Violência física – ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.

Violência institucional – tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.

Violência intrafamiliar/violência doméstica – acontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.

Violência moral – ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.

Violência patrimonial – ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

Violência psicológica – ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

Violência sexual – ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.

DENUNCIE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: 180.