Na próxima quarta-feira, 26 de maio, às 10h30, Centrais Sindicais e Movimentos Sociais se mobilizam para um ato nacional em Brasília, em frente ao Congresso Nacional, para exigir vacinas e rapidez na vacinação para todos contra a covid-19, medidas urgentes contra o desemprego, a fome e a pobreza e o imediato retorno do auxílio emergencial de 600 reais até o fim da pandemia.

O ato não terá aglomeração e seguirá os protocolos de segurança e saúde contra a propagação do coronavírus. Mas será com certeza um momento histórico e politicamente muito expressivo, com as presenças dos presidentes das centrais sindicais e de líderes de movimentos sociais e uma tenda incentivando o gesto solidário de distribuição de alimentos por todo o País.

Milhões de brasileiros e brasileiras estão passando fome, sem emprego, renda e moradias dignas, e precisam urgente do auxílio de R$ 600. Deixá-los nesta situação de carestia é um crime, tanto quanto o genocídio das quase 500 mil pessoas por covid no Brasil causado pelo negacionismo e pela incompetência do governo federal.

Que cada parlamentar coloque a mão na consciência e, independente de sua filiação partidária, tenha um gesto de grandeza pelo povo brasileiro, exigindo a votação da MP do auxílio emergencial (medida provisória 1039), para que ela não caduque como deseja o governo.

O auxílio emergencial de R$ 600 mensais foi pago a mais de 68 milhões de brasileiros em 2020, garantindo-lhes segurança alimentar e renda para a compra de produtos essenciais e ajudando a economia do País. Hoje são em média R$ 250, valor insuficiente para as despesas, e em quatro parcelas para somente 38,6 milhões de pessoas. Não dá, Congresso Nacional! Tem de ser 600, até o fim da pandemia, para todos que precisam enfrentar sem risco social a crise, a pandemia, o desemprego, a informalidade e o alto custo de vida.

No ato do dia 26 também será entregue ao Congresso Nacional a primeira Agenda Legislativa das Centrais Sindicais, com o posicionamento em relação a mais de vinte projetos que estão em tramitação e afetam os trabalhadores e trabalhadoras.

O ato é para exigir respeito à democracia, às instituições democráticas, à liberdade de expressão e aos direitos sociais, trabalhistas, sindicais e previdenciários da classe trabalhadora; repudio as privatizações de empresas públicas estratégicas; e pela  retomada do desenvolvimento econômico e social do Brasil, com a geração de emprego de qualidade (trabalho decente) para todos, distribuição de renda, justiça e inclusão social.

Convidamos todas as estaduais, os sindicatos, as federações, as confederações e os ativistas da Força Sindical a se engajarem no ato #600contraFome, divulgando-o junto às suas bases, nas mídias locais e regionais, em suas páginas na internet e nas redes sociais. Vamos resistir. A luta faz a lei!

Com informações: CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos).