Muita luta pela frente. Foi assim que a Associação dos Docentes da Unemat (ADUNEMAT) começou o ano. Em reunião virtual promovida na manhã de ontem (18), a Diretoria Executiva junto aos representantes das Subseções da Adunemat debateram o orçamento da Universidade do Estado de Mato Grosso para 2021. Além do orçamento, o ensino remoto emergencial também foi pauta debatida entre os docentes.

Segundo o Sindicato, o orçamento previsto para 2021 é insuficiente para a manutenção das atividades de funcionamento da UNEMAT, mesmo considerando a grande redução de gastos com manutenção e custeio da Universidade em função da pandemia.

Como destacado pela Adunemat em Boletim publicado no último dia 07 de janeiro, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) original estava previsto um orçamento de R$ 420.551.957,00 (Quatrocentos e vinte milhões, quinhentos e cinquenta e um mil, novecentos e cinquenta e sete mil reais) para a UNEMAT, sendo apenas 1,67 milhões a mais do que o orçamento de 2020.

Além do orçamento, o ensino remoto emergencial na Universidade Estadual também foi debatido pelos docentes durante a reunião. Para o Sindicato dos professores, não há como deixar de debater essa pauta frente aos casos crescentes de contaminação pela Covid-19 em todo o país. 

Após avaliação, ficou encaminhado a solicitação de uma reunião com a Reitoria da Unemat para discutir as possibilidades de efetivação dos semestres de 2021. Além disso, umas das preocupações do Sindicato é a alocação de professores para este ano, sobretudo dos professores interinos que são frequentemente afetados pelos ataques do governo Mauro Mendes..

Durante a reunião, uma Assembleia Geral Extraordinária da categoria também foi aprovada  para o próximo dia 25 de janeiro, sendo esta em ambiente virtual. A Assembleia terá como ponto de pauta a mobilização da categoria em defesa da vacinação para todos e todas, além da continuidade da campanha que o Sindicato vem fazendo em defesa da vida e da democracia e pelo fim do governo Bolsonaro.

Mesmo com as férias docentes e discentes marcadas para fevereiro de 2021, os professores não irão parar as atividades de mobilização. Ainda segundo o Sindicato, é fundamental dar continuidade às atividades de luta, sobretudo em um momento delicado do desmonte da educação pública em nível nacional e estadual.