A Associação dos Docentes da Unemat (ADUNEMAT) marcou presença, por meio da vice-presidente, Edna Sampaio, na 14º edição do Seminário de Educação do Vale do Arinos (SEVA). Neste ano, o Seminário, que trouxe como tema “O diálogo sobre a educação popular, a democracia e autonomia dos que fazem a educação no chão da escola e da universidade” superou as expectativas. Foram mais de 700 inscritos, 153 trabalhos enviados, além de convidados de todo o Estado, que somaram e fortaleceram os debates no maior evento de educação do Vale do Arinos.

O SEVA,  realizado anualmente pela UNEMAT através do curso de Pedagogia no Campus de Juara, teve início na última quarta-feira (04) com o objetivo de proporcionar o diálogo sobre a educação, a democracia e, sobretudo, um extenso diálogo sobre a autonomia da universidade, ferozmente atacada pelo atual governo. Foi um momento para evidenciar a produção da universidade, tanto em sala de aula, quanto nos projetos de extensão e pesquisa.

A abertura do XIV SEVA foi marcada pela mesa redonda “Educação e Autonomia na Escola e na Universidade”, com o Palestrante Prof. Agnaldo Ribeiro dos Santos da Escola Daury Riva. Ainda na noite de abertura, o Campus Universitário de Juara recebeu a mesa intitulada “Escola sem Partido: e a autonomia dos que fazem educação?” com participação da Professora Dra. Edna Sampaio e do Professor Henrique Lopes do Sintep-MT, que buscou um diálogo sobre a escola sem partido e o papel de Paulo Freire na escola. Quando Bolsonaro ganha eleição, o projeto que sai vitorioso é o de amordaçar o professor, de expurgar Paulo Freire da escola e da universidade.

Ainda na noite de abertura, uma demonstração de como a universidade é importante como agente integrador, tanto no campo político, quanto social e cultural. A apresentação do Grupo WUYJUYU do Povo Indígena da Aldeia Nova Munduruku trouxe o cântico e a dança como celebrações aos espíritos das águas, da floresta, na relação indissociável e de pertencimento mútuo entre os povos indígenas e a terra. Um momento de reflexão sobre a política de destruição ambiental que vem sendo adotada pelo atual governo.

 

Segundo a organizadora do evento, professora Drª Lisanil Pereira,  “O Seminário perpassa para além da universidade, pois a luta é pela educação pública no país”. A professora demonstra preocupação com o ensino público, principalmente com o ensino público superior, que sofre atualmente com contingenciamentos, que submetem as universidades a não terem condições, inclusive, de pagar a energia. Segundo ela, o problema é de uma gestão que não coloca a educação como prioridade e que, além disso, emprega uma política que objetiva sucatear e privatizar as universidades públicas.

O Seminário seguiu com a programação aberta até a sexta-feira (06), abordando assuntos que atravessam a educação no país. O encerramento foi pautado em diálogo e práticas decoloniais.

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