Além do Ato em Cuiabá, docentes promoveram e participaram de atividades em vários Campi do Estado

Na última terça-feira (13), os docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso paralisaram suas atividades de docência e pesquisa e aderiram à Greve Nacional da Educação, uma agenda nacional proposta pela CNTE em defesa da educação pública. A adesão à Greve foi deliberada em Assembleia Geral, realizada em Cáceres, na última sexta-feira (09).

O Sindicato dos docentes, ao aderir à Greve, deliberou ainda, pela organização e promoção de atividades no dia da paralisação, enfatizando a necessidade de conscientização sobre o último ataque à educação pública, o projeto Future-se, assim como a necessidade em evidenciar a luta contra a Reforma da previdência e, em defesa da democracia. A programação foi pensada de forma autônoma por cada subseção, que contou com atividades durante todo o dia 13.

Em Cáceres, os professores participaram de uma agenda integrada ao IFMT durante toda a manhã, foram duas palestras, sendo elas “A crise na educação e na democracia brasileira: os impactos da redução orçamentária, o programa “Future-se” e os novos desafios dos educadores” e “A reestruturação da Educação Básica brasileira: os impactos da Lei 13.415 (“Novo” Ensino Médio), da BNCC e de mudanças de algumas Diretrizes Curriculares”, com representantes da Adunemat, do IFMT, Sinasefe e da Rede Municipal de Educação. Para Luciene Neves, representante da subseção de Cáceres, é de suma importância a adesão de professores da Universidade do Estado, pois a Unemat também está na mira dos ataque aferidos à educação pública.

Em Sinop, a programação foi pautada em uma manhã com palestras e bate-papo sobre o novo programa do Ministério da Educação, o Future-se. Segundo a professora Thiélide Pavanelli, “conhecer e debater o Projeto Future-se, para os docentes do IES Estaduais é pedagógico” Segundo ela, o desmonte da universidade é um Projeto em andamento.

Em Juara os professores se reuniram para tividades e um grande bate-papo sobre a conjuntura atual. Para o professor Cleber Rodrigues, “a Reforma da Previdência e o Future-se são projetos que vão contra as demandas enquanto professor da universidade pública e enquanto e trabalhador”. Ainda segundo ele, “a sociedade precisa de educação pública de qualidade que atenda a todos e todas sem cobrar nada por isso”.

As subseções das cidades de Tangará da Serra, Colíder e Nova Xavantina também realizaram atividades na Greve Nacional da Educação. Além das atividades nas subseções, duas atividades em Cuiabá marcaram o dia de luta com participação de professores e representantes da Adunemat. No início do dia, a vice-presidente da Adunemat, Edna Sampaio, participou do lançamento do Fórum em Defesa da Educação Pública do Estado de Mato Grosso, uma organização de iniciativa popular que reúne os mais diversos movimentos sociais. Segundo Edna, “é preciso aumentar a autonomia das universidades, através de parcerias entre a União e organizações sociais”. O lançamento do Fórum aconteceu na Adufmat.

No período vespertino, o terceiro grande Ato em Defesa da educação, que percorreu ruas e avenidas da capital mato-grossense, contou, mais uma vez, com a participação de docentes da Unemat, somando as mais de duas mil pessoas na luta em defesa da educação pública.